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8000m - Everest

messner

Everest (8848m), também conhecido como Sagarmatha no Nepal e Chomolungma no Tibet

O último passo

Localização:  Mahalangur Himal, ( Khumbu Himal ), Leste do Nepal / Tibet   27º59'N 86º55'E

 

Somente o desconhecido amedronta os homens. Mas uma vez que o homem enfrenta o desconhecido, aquele terror se torna conhecido.
  Antoine de Saint-Exupéry

Você pensa que conhece um homem no chão, e então depois de passar 14 ou 20 dias ou um mês com ele nas montanhas, você percebe que não conhecia totalmente nada sobre ele.
  Marie-Jose Vallencot

Verdade não faz um homem livre. Somente o faz impopular.
  Sol Stein

Chomolungma - "O último passo"

Para ir um passo mais longe que seus predecessores no montanhismo é um tipo de salto quântico. Freqüentemente eu tenho empurrado o limite do imaginário, que dado momento é considerado a linha do possível, mas de fato, essa linha é móvel. O limite dado em qualquer época é somente um tabu que pode ser mudado de posição, assim nós lentamente nos movemos na direção do absolutamente impossível, alguma coisa que ninguém pode alcançar, mas que é o ponto mágico que mantém a aventura incertamente viva. Gradualmente, eu aprendi, pelas expedições aos picos de 8.000m, quanto mais se é possível fazer, quão melhor. Para isso, eu tinha que saber o que poderia ser simplificado, e o que poderia ser eliminado. Meu passo final era uma escalada em solitário ao cume do Monte Everest.

Primeiramente este meu último passo dependia não somente de alguma coisa escrita em Mount Analogue, de René Daumal, é uma verdade que aprendi por mim mesmo, através das experiências. Em todas minhas primeiras grandes ascensões e expedições, dei atenção especial à área do cume e do ponto de partida. Quando pela primeira vez tive a desagradável idéia de escalar o Monte Everest sozinho e sem máscara de oxigênio - desagradável não apenas por estar pela primeira vez sem oxigênio, mas escalando desde o pé da montanha ao ponto mais alto do mundo sem ninguém - meus pensamentos se prenderam em uma questão mais que qualquer outra: como eu poderia fazer os últimos 300 metros a salvo?

Eu sabia que Coronel E. F. Norton em 1924 no Everest chegou aproximadamente na barreira dos 8.600m. E eu sabia que George Mallory, que era obcecado pela idéia de chegar ao topo, fez uma decisão de última hora de usar oxigênio para lhe dar uma melhor chance de sucesso. Ele passou a acreditar que ninguém poderia atingir o cume sem uma máscara, e assim partiu para uma escalada que no fundo de seu coração ele desaprovava. Eu sabia, também, que quase todos os médicos e a maioria dos escaladores estavam convencidos de que era fisiologicamente impossível sem o "ar Inglês", como os nepaleses o chamam, atingir o cume de qualquer das cinco montanhas mais altas do mundo.

Durante os anos 50 e 60, aparatos especiais foram desenvolvidos o que deu a oportunidade de carregar ar comprimido em quantidade suficiente para compensar a redução de oxigênio no ar acima dos 8.000m, para que esta altitude fosse suportável para o corpo humano. De fato, colocando as máscaras, tinha-se o efeito de diminuir a altitude de 8.800m para um nível muito mais tolerável, ao redor dos 6.400m. O que me interessava, entretanto, não era como seria escalar a 6.400 ou 7.000m, mas sim como seria estar a 8.800m. Eu já havia estado sem oxigênio no topo de três picos acima dos 8.000m. Eu queria saber se o topo do Monte Everest poderia ser alcançado da mesma maneira.

Com o objetivo, portanto, de escalar a montanha mais alta "da maneira certa", eu me ocupei com os preparativos. Por esta razão entrei em uma expedição austríaca, a qual Wolfgand Nairz, Dr Oswald Oelz e eu estivemos planejando desde o Manaslu em 1972. Nós esperamos anos pelo permit, antes de finalmente conseguí-lo na primavera de 1978. Decidi convidar Peter Habeler para esta aventura no Everest, a qual poderia ser financiada somente por mim. Contribuí com uma quantia substancial nos equipamentos da expedição de Wolfgand Nairz, sendo então permitido a nós usar seu acampamento base e dividir a rota, a qual nós, com nossos amigos austríacos e com Reinhard Karl, o único membro alemão desta expedição, poderíamos preparar coletivamente.

Peter e eu, entretanto, queríamos operar separadamente dos outros. A princípio nossa idéia era escalar o Pilar Sul, uma nova rota entre a Aresta Sudeste, que foi pela primeira vez escalada por Hillary e Tensing em 1953, e a Face Sudoeste na qual a expedição de Chris Bonington obteve sucesso em 1975. Uma vez na montanha, entretanto, logo vimos que devido a sua extrema inclinação e más condições do gelo, esta rota seria provação demais, pois eram dois passos em um - isto é, uma ascensão difícil e ao mesmo tempo fazendo sem oxigênio. Decidimos então ficar na mesma rota da ascensão original, para não ficarmos na mesma trilha dos austríacos.

Naturalmente, além de escalar o Monte Everest, eu gostaria de conhecer melhor a região do Solo Khumbu, a qual tem sido o lar dos Sherpas por 300 anos, e a qual tem sofrido ecologicamente mais que as outras regiões do Himalaya por causa das muitas expedições e da indústria do trekking.

Tão logo nos estabelecemos, Peter e eu ajudamos na montagem dos outros acampamentos. Nosso relacionamento com os outros membros das expedições era bom. Uma equipe inglesa liderada por Leo Dickinson estava fazendo um filme sobre nossa escalada, e eu teria que carregar a câmera ao cume para documentar o último estágio da escalada. A venda dos direitos autorais do filme foi um longo caminho para cobrir as despesas da nossa tentativa.

Antes de sairmos para o Everest, quando vazou a informação de que eu iria subir sem oxigênio, houve muito mais oposição às minhas idéias e a mim que antes. Outros montanhistas apareceram na televisão, numa grande entrevista, dizendo que poderíamos alcançar o cume do Everest sem máscaras, mas que certamente não seríamos capazes de chegar à base novamente. E se o fizéssemos, seria como vegetais. Naturalmente toda essa conversa, agressão e dúvida teve seu efeito em nós. Nosso entusiasmo estava um pouco abalado. Mas mesmo assim queríamos tentar, contrariando todas as premonições.

Nadava contra estas crescentes dúvidas, mas ao mesmo tempo, percebi que a constante batalha com os muitos críticos serviram para reforçar minha resolução; não apenas quanto às montanhas, mas no resto da minha vida também. Não era apenas por teimosia que queria provar a estas pessoas que eu estava certo: queria submeter minha convicção a um teste, de que poderia ser possível escalar até mesmo o Everest sem oxigênio engarrafado.

Peter e eu, entretanto, fomos ao acampamento base do Everest na primavera de 1978 com a expedição austríaca. Ainda havia muita neve e era um frio congelante, mesmo a 5.400m. Depois das 5 horas, a cada noite, o frio entrava em nossos sleeping bags, nos resfriando da cabeça aos pés e era impossível ficar aquecido novamente. Nesse período, na crescente atmosfera de incerteza no pé daquela imensa montanha, escutando as cascatas de gelo e os glaciares constantemente rachando, eu não acreditava que nossa força poderia ser aumentada para lutarmos ainda mais alto contra o frio, a falta de oxigênio e a ansiedade. Mas não sentia medo por minha vida. Era usual para mim experimentar a covardia no começo de uma expedição de dois meses, tendo em vista todo o sofrimento e empenho adiante. O sentimento evaporava conforme as semanas passavam.

No final de abril, eu já estava no Col Norte. Peter não estava bem e eu pensei que deveria tentar o cume sozinho. Comigo no Col estavam dois Sherpas, Ang Dorje e Mingma. Uma tremenda nevasca chegou e ficamos presos lá por dois dias e duas noites. Pela primeira vez eu estava experimentando o que significava ter que viver a 8.000m sem oxigênio. Tudo que queria era descer em segurança. Apesar disso, crescia minha convicção de que com tempo bom era possível escalar muito mais alto que o acampamento do Col Sul sem oxigênio.

Em 8 de maio, Wolfgand Nairz, com Robert Schauer, nosso Sidar Ang Phu e o cameraman Horst Bergmann, chegaram ao cume. Depois Peter e eu finalmente tivemos nossa chance. Fomos tão longe quanto possível pelo Col Sul com o cameraman gaulês Eric Jones, nos enfiamos em uma das barracas lá armada, e na manhã seguinte saímos com a chegada da aurora, não dando atenção ao tempo fechado.

Escolhemos deliberadamente o Col Sul como ponto de partida para diminuir o tempo de permanência acima dos 8.000m. Não queríamos nos expor a um bivac sem oxigênio a 8.500m. Esta tática foi certamente um dos fatores de nosso sucesso. Se tivéssemos feito, como praticamente todas as outras expedições antes da nossa, dividido a escalada em duas metades - do Col até 8.500m, bivacar, ir até o cume e voltar - tenho certeza de que não teríamos conseguido. Além do mais, escalando no nosso passo usual, o pouco tempo gasto no alto significou redução do perigo de sofrer danos pelo mal de altitude.

Levamos aproximadamente oito horas do Col Sul até o cume. Guiei o último trecho e filmei Peter. Conforme ele ia vencendo o Escalão Hillary e subindo para o cume, fui capaz de filmar o histórico momento. Quando olho aquelas cenas hoje, elas imediatamente recriam aquele momento final quando nos sentamos, ofuscados, no ponto mais alto. Nos concentramos por tanto tempo em chegar aqui, que por um instante fomos incapazes de fazer qualquer outra coisa.

A descida foi dramática. Peter quis ir mais rápido e desceu escorregando sentado um bom trecho ao Col Sul. Fiquei no topo um pouco mais - para filmar, para olhar a vista e para dizer algumas palavras em meu gravador. Com isso eu esperava levar a exata experiência do cume até o acampamento base. Nada é mais decepcionante que a memória.

Enquanto descia, podia ver Peter como um pequeno ponto preto já longe abaixo de mim. Não me apressei. Quando alcancei o Col Sul, pude sentir uma terrível queimação em meus olhos. Tinha tirado meus óculos de neve durante todo o dia para ver melhor como estava filmando, que agora tinha queimado tanto a retina que foi uma agonia na barraca naquela noite. A dor era tão forte que na maior parte do tempo só podia suportá-la com lágrimas nos olhos - lamentando talvez levasse para longe a barreira da dor.

No dia seguinte, o tempo estava ainda fechado. A descida foi um pesadelo, já que só conseguia ver contornos. Peter foi na frente enquanto eu apalpava meu caminho de volta, agarrando as cordas fixas. Ele me esperou no acampamento 3, onde descansamos um pouco. Então ele saiu novamente e desci sozinho ao pé da Face do Lhotse, onde, por sorte, ele estava novamente me esperando. Como eu, ele precisava de ajuda, pois havia torcido o tornozelo escorregando do Cume Sul e não estava mais certo sobre as condições seu pé. Éramos dois inválidos que retornavam ao acampamento 2, mas ao mesmo tempo estávamos imensamente orgulhosos do que havíamos feito. Contra todos os avisos e predições daqueles que supostamente sabiam mais, estivemos no topo do Everest sem oxigênio artificial!

Como sempre, houveram algumas pessoas que duvidaram do nosso feito. Tínhamos provas do que fizemos, mas línguas perversas somente pararam quando outras pessoas também escalaram o Everest sem o uso de oxigênio, quando esta forma de escalar um 8.000m se tornou evidente.

Em 1980, dois anos depois da primeira escalada do Everest sem oxigênio, fiz a primeira ascensão solitário. Esta segunda expedição ao Everest não foi empreendida para dar prova adicional à primeira, nem para mostrar que eu era capaz de escalar o Everest sem a ajuda de Peter Habeler, mas sim porque eu acreditava ser possível ir um estágio além do alcançado em 1978. Eu havia começado nesse meio tempo um novo jogo, de conhecer os picos de 8.000m em todas as estações possíveis do ano e também eu nunca havia estado no Tibet. Já havia estado no Himalaya na primavera, verão, outono, mas nunca durante as monções ou no inverno.

Quando as autoridades chinesas "abriram" o Tibet para expedições de escalada, imediatamente pedi um permit. A idéia do Tibet me fascinava tanto quanto os picos de 8.000m. Além do mais, o lado norte do Monte Everest era para mim um dos mais históricos e interessantes lugares de todos. Fui atrás dessa expedição com muito mais excitação que qualquer outra, até então. Como tive sorte em pegar esse permit quando estive em Pequim. Em julho de 1980 eu estaria no lado Rongbuk do Monte Everest. Este foi o lado pelo qual todos os pioneiros britânicos dos anos 20 e 30 haviam tentado.

Desta vez, a única pessoa a vir comigo foi minha amiga Nena Holghin, embora fôssemos obrigados a levar um oficial e um tradutor até o acampamento base. Era portanto uma mini expedição, mas custou muito mais dinheiro que qualquer outra coisa que eu tinha feito antes; mais dinheiro do que eu poderia conseguir com a expedição mais tarde, mesmo de palestras sobre ela, ou de meu livro Der gläserne Horizont, ou de contratos industriais. Mesmo assim, eu fui, pois o Tibet e o solo no Everest eram muito importantes para mim. Quando estou completamente preso a uma idéia, o custo é imaterial - eu vou.

Uma vez no Everest, logo se tornou aparente que a escalada só seria possível se as monções parassem por alguns dias. Eu não podia gastar tempo fazendo o caminho pela neve fofa e profunda. Precisava de boas condições de neve. Numa primeira tentativa de chegar ao Col Norte tive sucesso, mas isso me mostrou o quanto esta escalada foi perigosa na neve bastante molhada. Retornei ao acampamento base e saí caminhando e explorando o oeste do Tibet e não voltei até agosto.

Afinal houveram alguns dias de bom tempo. Hesitei um pouco porque não sabia se este era realmente o final das monções ou não, então avançamos do acampamento base para nossa base avançada a 6.500m. Este é o máximo que os yaks conseguem chegar. Fiz uma caminhada mais alto para deixar alguns equipamentos e voltei para o acampamento com Nena algumas horas mais tarde. No dia seguinte fui direto ao Col Norte e a 7.800m.

Eu sabia que precisava me mover rápido no Everest - havia aprendido isso no Nanga Parbat quando solei meu primeiro 8.000m. O estilo era forçado. Como eu estava carregando tudo, tinha que ser econômico - em equipamentos, em comida, em luxos e também no tempo.

Subi boa altitude naquele primeiro dia, mas não alto o bastante para escalar a montanha em dois dias. No segundo dia, descobri que não seria possível ir pelo caminho que havia planejado, a rota Mallory, pois o oco abaixo da Aresta Nordeste estava coberta de neve profunda. Optei por uma travessia para a direita, e tracei uma linha que havia observado do acampamento base. Aqui, também, no lado norte do Everest, tomei o cuidado de saber o começo e o final da escalada, antes de me aventurar adiante: 'O primeiro passo depende do último, o último do primeiro.'

No segundo dia, 19 de agosto, cruzei toda a Face Norte. Em 20 de agosto cheguei no grande na Caneleta Norton, e a escalei. Não é particularmente uma grande inclinação, mas ainda assim é perigoso - até onde ela ficava mais plana, e esperava então estar logo no topo. Mas este último trecho da aresta do cume parecia ser interminável. Meu ritmo havia se tornado tão lento que estava desesperado por achar que nunca conseguiria fazê-lo. Não conseguia controlar os últimos metros - me arrastei de quatro.

Era uma agonia contínua; nunca tinha estado tão cansado em toda minha vida como naquele dia no cume do Monte Everest. Simplesmente me sentei lá, absorto de tudo. Por um longo tempo não consegui descer, nem tinha vontade de fazê-lo. Finalmente, me forcei a começar a descida. Eu sabia que estava fisicamente no final da minha resistência.

Minha ascensão solo ao Everest não foi assim tão arriscada. Na verdade, no primeiro dia, logo depois de ter deixado o campo avançado - ainda estava escuro - caí aproximadamente 8 metros numa greta logo abaixo do Col Norte. Minha vida estava em perigo então, mas com um pouco de sorte e habilidade fui capaz de sair dali. Imediatamente tirei o acontecimento da minha cabeça.

Na descida do Col Norte ao acampamento base, a neve fofa me deu um pouco de trabalho; eu escorreguei e caí mais do que havia desescalado até então. Não foi tão perigoso, pois caí como um gato. Por sorte, tenho boa cordenação e sou capaz de me esquivar de pedras e gretas praticamente inteiro.

Foi somente quando alcancei o pé da montanha, e o teste estava terminado, e que eu não tinha mais que me preocupar com quedas, ou morrer de exaustão, ou congelando até a morte, que entrei em colapso. Eu não tinha mais que andar apalpando adiante na névoa; não mais haveria chamados para me levar um passo adiante. Enquanto havia perigo, eu tinha sido capaz de continuar seguindo, subindo ou descendo, mas no instante que tudo ficou para trás, eu estava acabado.

Depois de minha segunda escalada ao Monte Everest, e sabendo que eu havia empurrado meu potencial físico ao seu limite, muitos de meus amigos e minha mãe, também, me aconselharam a desistir do montanhismo extremo. Ainda assim, não o fiz. Estava no meio de minha vida, me sentindo forte. Acima de tudo, esta escalada do Everest me mostrou que empregando os mesmos métodos, eu poderia escalar montanhas menores por muito tempo. E eu sabia que me dedicando a coisas mais difíceis, mesmo em montanhas menores, ainda assim eu estaria tendo a oportunidade de descobrir sempre novos limites.

Alguns fatos históricos

 
  •  
  • 1921-1938 - Muitas expedições britânicas tentaram alcançar o cume do Monte Everest ( Chomolungma ) pelo norte. Eles seguiram a rota tibetana do Glaciar Rongbuk Leste pelo Col Norte e Aresta Nordeste. 
  • 1952 - Duas expedições suíças lideradas por E. Wyss-Dunant e G. Chevalley: Na primeira o Col Sul é alcançado via Esporão Genebra e a Aresta Sudeste escalada até uma altitude ao redor de 8.595m. A Segunda estabelece uma rota pela face do Lhotse ao Col Sul a qual se tornou a rota clássica.
  • 1953 - Na décima expedição britânica, liderada por J. Hunt, E. Hillary e Sherpa Tensing Norgay fazem a primeira ascensão do pico mais alto do mundo no dia 29 de maio. T. Bourdillon e C. Evans são os primeiros a escalar os 8.760m do Cume Sul. 
  • 1956 - Uma expedição suíça liderada por A. Eggler faz a segunda ascensão: o cume é alcançado por E. Schmied/J. Marmet e A. Reist/H. von Gunten.
  • 1963 - W. Unsoeld e T. Hornbein fazem a primeira travessia do Everest durante uma expedição americana liderada por N. Dyhrenfurth. Eles escalam a Aresta Oeste e descem pela Aresta Sudeste. A expedição faz também a escalada de dois cumes pela Aresta Sudeste, respectivamente por J. Whittaker/Nawang Gombu e B. Bishop/L. Jerstad.
  • 1975 - Durante uma expedição feminina japonesa liderada por E. Hisana, J. Tabei se torna a primeira mulher a escalar o Everest, quando ela alcança o cume com o Sherpa Sidar Ang Tsering. Uma grande expedição chinesa do lado norte faz a segunda ascensão quando a tibetana Phantog alcança o topo com oito homens. No outono uma expedição britânica liderada por C. Bonington consegue a primeira ascensão pela Face Sudoeste. D. Haston/D. Scott e mais tarde P. Boardman/Sherpa Pertemba alcançam o topo; M. Burke desaparece na região do cume.
  • 1978 - R. Messner e o escalador tirolês P. Habeler sobem para o cume dia 8 de maio sem oxigênio artificial. É a décima quinta ascensão e eles seguem a rota normal. Está também na montanha uma expedição austríaca liderada por W. Nairz, da qual seis membros chegam ao topo, incluindo R. Karl, o primeiro alemão a fazê-lo.
  • 1979 - Uma expedição iugoslava faz a primeira ascensão completa da Aresta Oeste, a rota mais difícil da época.
  • 1980 - Escaladores poloneses têm êxito na primeira ascensão invernal. Apesar das terríveis condições, L. Cichy e K. Wielicki alcançam o cume em fevereiro pela Aresta Sudeste. Uma expedição japonesa se divide em dois grupos no Rongbuk, um faz a primeira escalada completa da Face Norte; o segundo repete a rota clássica pelo norte e Aresta Nordeste. Y. Kato se torna o primeiro não Sherpa a escalar a montanha pela segunda vez. Uma expedição polonesa faz a primeira ascensão do Pilar Sul. Em 20 de agosto R. Messner realiza a primeira ascensão solo do Everest, escalando sem oxigênio, pelo Col Norte e seguindo, em parte, uma nova rota através da Face Norte.
  • 1982 - Uma expedição britânica liderada por C. Bonington tenta uma nova rota pela Aresta Leste-Nordeste, pegando a Rota Mallory para o cume. P. Boardman e J. Tasker são vistos pela última vez ao redor de 8.000m. Também na primavera uma expedição soviética liderada por J. Tamm faz cerco ao Pilar Sudoeste. Ao todo onze homens em cinco ataques ao cume alcançam o topo por esta nova e difícil rota. Uma expedição de inverno japonesa sofre duas mortes: Y. Kato ( depois de chegar ao cume ) e T. Kobayashi.
  • 1983 - Em um dia em outubro muitas cordadas alcançam o cume do Everest: americanos depois de uma escalada pela Face Leste, japoneses pelo Pilar Sul. Eles são seguidos por outra cordada japonesa que havia escalado a Aresta Sudeste, e um segundo grupo americano pela Face Leste.
  • 1986 - E. Loretan da Suíça e J. Troillet da França fazem uma rápida ascensão em agosto da Canaleta Hornbein na Face Norte. 
  • 1996 - Famosa tragédia de 1996, onde pereceram na montanha 12 escaladores. Dois livros foram escritos a respeito, 'No Ar Rarefeito' Jon Krakauer e 'A Escalada' de Anatoli Boukreev, ambos sobreviventes de 96. Boukreev posteriormente morreu escalando outro 8000m. 

 

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-A. Alvarez