• Duração : mínimo de 2 dois dias, sendo que normalmente é utilizado um final de semana. O ideal são 4 dias de curso (dois finais de semana).
  • Valor por dia : R$ 250,00 (alimentação, hospedagem, transporte e equipamentos não estão inclusos. Alimentação, transporte e hospedagem do instrutor também não estão inclusos). Operamos com um máximo de 2 alunos. Nesses casos, o valor da diária é de R$ 220,00
  • Local : A combinar, mas pode ser (em função da experiência prévia do aluno) em Campinas (SilverTape A2, Suicida a Vista, A2+), Valinhos, Andradas, Pedra do Baú  (teto do Baú - A0, Domingos Giobbi, A3), etc..
  • Material necessário : todo o material básico (corda, capacete, etc...) e se possível também o material para escalada em móvel e em artificial (estribos, cliffs, talons, friends...)
Número de Alunos Preço (por pessoa)
1 500,00
2 440,00

 

Diferente da escalada livre, em que o apoio é feito apenas nas saliências naturais da rocha, a escalada artificial é o tipo de ascensão em que o escalador utiliza proteções fixas ou móveis para a progressão, não deixando tais artifícios para trás.

Para tanto, uma variedade muito grande de equipamentos é utilizada. Cliffs, estribos, fifi, pitons, nuts, friends e furadeira manual são alguns deles. Para se ter uma idéia da quantidade a escolher, cada material tem a sua marca e cada marca tem sua peculiaridade. “O escalador deve ter muita resistência física, já que precisa carregar, em média, 10 Kg de material”, comenta Rafael.

A ascensão em artificial pode ser feita em todo tipo de rocha. O granito e o basalto, por exemplo, são mais sólidas e oferecem mais linhas de fenda do que o arenito e o conglomerado, qualidades que tornam a subida melhor. Na escalada artificial, não há um tempo padrão para chegar ao objetivo. “Isso é muito relativo; há vezes em que levamos 30 minutos para progredir 8 metros, ou ainda, 3 horas para ascender 45 metros”, afirmam os esportistas.

No caso da escalada Big Wall, uma mistura de escalada livre e artificial, a subida dura mais de um dia. Nessa modalidade, a principal característica é o planejamento logístico, uma vez que a quantidade de equipamentos envolvidos também é grande.


A Graduação define nove níveis de periculosidade para a escalada artificial, que vai de A0 até A5+, e quanto maior o número ao lado do A, mais intrincada vai ficando a escalada e mais riscos para o segurador e para o escalador em caso de queda. Em outras palavras, a classificação é feita de acordo com as proteções usadas e de acordo com as quedas.

“Escala-se para não haver quedas, mas como as proteções são de material móvel e algumas são pequenas, nunca sabemos quantas irão ficar na parede, então as quedas são inesperadas. Por isso, é muito importante o conhecimento adequado dos equipamentos".

Obviamente um iniciante em escalada artificial precisa ter uma certa experiência nas outras modalidades, como a esportiva, que proporciona um bom preparo físico. “O interessante é que o montanhista una a resistência adquirida em livre e a técnica em artificial. Uma dupla ideal, por exemplo, seria formada por um escalador que escale bem em artificial e outro em livre, já que as escaladas artificiais geralmente são mistas”.

Para finalizar, Moisés e Rafael revelam qual é o grande segredo para tanta motivação em fazer uma escalada artificial. “O desejo de superar nossos limites físicos e psicológicos, e o desafio da técnica para decifrar cada parte de uma rocha, são os fatores para ascendermos com paixão nessa modalidade”.

Fonte:
Vincent Richard Moura Voelz
Moisés Rodrigues de Oliveira
Rafael Lucero (Seco)
Equipe INEMA

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