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Aprendizagem Experiencial

No método tradicional de aprendizado, existe a figura do professor, responsável pela transmissão do conhecimento, e a figura do aluno, geralmente pólo passivo ao qual cabe reter o conhecimento transmitido. Essa metodologia não apresenta grande eficiência (ou taxa de retenção).

Segundo as palavras do meu amigo Maurício Clauzet, no método experiencial, em uma relação facilitador-grupo, o facilitador não se coloca na posição de passar conhecimento pronto para o grupo, e sim de se responsabilizar em propor uma atividade com objetivo ao grupo. 

O Método Experiencial segue um ciclo de experiência, reflexão, expansão, e aplicação. O aprendizado, o crescimento e mudanças ocorrem de forma mais natural em um processo participativo, de ter uma experiência, coletar dados sobre essa experiência através da observação e pensamento crítico, refletir sobre estas impressões desenvolvendo conceitos e teorias, e verificando a sua aplicação na sua vida, na sua empresa.

 A aprendizagem experiencial é um ciclo composto de quatro estágios:

1) Vivendo a Experiência

Aprender através de experiências é um fato comum ao diaa-dia de todos os indivíduos, mas as experiências podem ser planejadas especialmente para atingir um certo aprendizado. Uma vez que objetivos de aprendizados específicos tenham sido definidos é possível planejar uma sequência de atividades que facilitarão que esse aprendizado ocorra. A experiência estruturada é o estágio no qual os participantes participam de uma atividade ou de um programa composto de várias atividades. Se o processo é interrompido após este estágio todo o aprendizado é deixado ao acaso e os educadores ou facilitadores não cumpriram sua responsabilidade em facilitar o aprendizado dos participantes.

2) Refletindo

A experiência por si mesma é insuficiente para garantir que o aprendizado aconteça. Existe uma necessidade de integrar a nova experiência com as experiências
vividas no passado através da reflexão. É o processo da reflexão que torna a experiência em aprendizado experiencial. As pessoas viveram uma experiência e é necessário dar-lhes tempo para refletir sobre o que elas viram, sentiram e pensaram durante o evento. A reflexão pode ser um processo solitário, onde o indivíduo integra sozinho a experiência nova com sua própria bagagem, ou pode ser um processo de grupo, onde a discussão ajuda a fazer com que a experiência tenha sentido.

3) Generalizando: se o objetivo for transferir o aprendizado ocorrido através da experiência estruturada para outras situações e ambientes, é essencial que os indivíduos sejam
capazes de fazer inferências sobre esta experiência específica para o seu dia-a-dia. Um aspecto essencial do aprendizado experiencial é a busca por padrões. Esta busca por padrões é feita para explorar emoções, pensamentos, comportamentos e observações quando ocorrem com alguma regularidade. Quando essas emoções, pensamentos, comportamentos ou observações são compreendidas em uma determinada situação, este entendimento pode ser generalizado ou aplicado a outras situações. A grande questão aqui é: Então o quê? Dessa forma, a generalização deve ser feita sobre o que tende a acontecer e não sobre o que aconteceu nesta situação específica.

4) Aplicando

Para que o aprendizado experiencial seja efetivo é necessário que os indivíduos usem o que eles “aprenderam” durante a participação em uma experiência estruturada e façam uma transferência para o mundo externo. Consequentemente a pergunta chave deste estágio é: Agora, o que? Neste estágio os indivíduos são estimulados a por em prática as generalizações que eles identificaram na etapa anterior. O ato de focalizar a atenção da experiência estruturada para situações reais do dia-a-dia de cada indivíduo é o que torna o aprendizado experiencial significativo e prático. Se esse ato for negligenciado ou subestimado, o aprendizado poderá ser superficial ou de curta duração.


5) Experienciando

Está indicado no diagrama abaixo - ciclo do aprendizado experiencial, através de uma flecha partindo de “aplicando” para “experienciando”, um conceito que acredita que o aprendizado se torna parte do background individual que será utilizado nas próximas experiências. Ao término desses quatro estágios, o ciclo se reinicia, através da próxima experiência estruturada.

 

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Ciclo de Aprendizagem Experiencial

Ainda que muito popular, a educação experiencial permanece como um conceito mais fácil de vivenciar do que de explicar, englobando muitas tendências diferentes umas das outras, entre as quais encontram-se a educação ao ar livre, treinamento corporativo e educação alternativa. 

Embora os modelos de educação experiencial variem de autor para autor (Dewey, 1938; Joplin, 1995; Kolb, 1984) pode-se concordar que o ciclo de aprendizagem experiencial é composto por quatro estágios, como foram descritos aqui e de acordo com Luckner & Nadler (1992).

 

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