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  • Expedição ao Sajama, maior montanha da Bolívia com 6542m, início dia 19 de Junho (12 dias de duração)
  • Expedição ao Pequeño Alpamayo na Bolívia, 5500m e 9 dias de duração
  • Expedição ao Huayna Potosi, 6088m na Bolívia (5 dias de duração)
  • Expedição ao Illimani, 6438m, 6 dias de duração. Maior Montanha da Cordilheira Real (Bolívia)
  • Expedição ao Pisco, 5760m. Umas das jóias da Cordilheira Branca (Peru).
  • Expedição ao Aconcágua (6959m), a Sentinela de Pedra - Maior montanha das Américas!
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Bolhas nos pés - prevenindo e tratando

por Davi Marski, em abril de 2013. O que causa bolhas nos pés ? A resposta é uma só: o atrito ! Esse atrito pode ser causado pelo uso de um calçado inaquedado (por exemplo, um tênis frouxo ou uma bota que não está apertada de forma correta), ou até mesmo pelo atrito entre a pele dos pés e a meia, atrito este que é agravado se o pé permanece úmido ou molhado. Manter os pés secos é fundamental para evitar o surgimento de bolhas! E evitar o atrito também ! Muitas pessoas usa [ ... ]

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Como fazer o Purcell Prusik
Como fazer o Purcell Prusik

 por Davi Marski, fevereiro de 2013  Neste último final de semana, enquanto escalava em a href="http://www.abrigopantano.com" target="_blank">Andradas com o Bernardo Vasconcelos, resolvemos "aposentar" minha daisy chain e o PAS (Personal Anchor System) do Bernardo e passarmos a usar o Purcell Prusik como sistema de auto-seguro. Escalamos bastante usando o Purcell Prusik como "solteira" e só posso dizer uma coisa: é ótimo !  Super fácil de controlar a distância que você deseja ficar, possibilitando uma posição mais cômoda  [ ... ]

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Viva comigo, e seja minha amada,
E nós iremos provar todos os prazeres
Que colinas e que vales e campos,
E que todas as montanhas escarpadas concedem.

William Shakespeare / Tradução Livre do  Soneto XX

Correlação entre cintura, quadril, pressão arterial e doenças cardiovasculares

por Paula Amaral, Profª. de ed. física e montanhista

O padrão de distribuição do tecido adiposo, independentemente da gordura corporal total, altera o risco para a saúde induzido pela obesidade. Um dos exemplos está na relação cintura-quadril que, ultrapassando o resultado de 0,90, tem associação direta com o alto risco de morte por coronariopatia assim como a uma série de enfermidades como: a diabete, os triglicerídios elevados, a hipertensão e uma mortalidade global generalizada. Isso pode ocorrer em virtude do excesso de gordura na área abdominal (obesidade central ou andróide), ser metabolicamente mais ativo que a gordura localizada nos quadris e nas coxas (obesidade periférica ou ginecóide) e, consequentemente, mais capaz de penetrar nos processos relacionados a cardiopatia. A relação cintura-quadril para a mulher de referência de Behnke é o 0,696 (65,6cm: 94,2cm), até certo ponto, o padrão de distribuição da gordura é hereditário e provavelmente determinado pela atividade regional da lipase lipoprotéica, a enzima que limita o ritmo da captação dos triglicerídios pela célula adiposa.

Uma quantidade considerável de evidências epidemológicas e experimentais, sugerem que muitos fatores fisiológicos estão envolvidos na etiologia da aterosclerose prematura associada a obesidade visceral. Incluem-se a hiperinsulina dejejum, a insulina-resistência e os níveis plasmáticos elevados das lipoproteínas de baixa densidade (LDL colesterol) a hipertensão arterial e a distorção no equilíbrio hemostático, sendo todos fatores de risco do desenvolvimento de doenças cardiovasculares, convergindo para um estágio final resultando em infartos do miocárdio e paradas cardíacas. Embora a síndrome, conforme tem sido, surge por estudos com descrição de histórico familiar e com gêmeos, ela tem progredido muito nas comunidades ocidentes ao longo das últimos décadas, provavelmente em função da aquisição de hábitos alimentares não saudáveis e a um estilo de vida sedentária.

A pressão arterial diastólica elevada, em pacientes ligeiramente acima do peso, não deveria ser tratada com a simples prescrição de drogas hipotensoras. Além disto, os fracos resultados dos tratamentos com drogas anti-hipertensivas, no que dizem respeito à prevenção de doenças arteriais coronarianas, demonstram a clara necessidade de uma abordagem mais integrativa, visando a uma abordagem integral da síndrome, na realidade, algumas drogas hipotensoras, particularmente os B-bloqueadores, podem conduzir ao agravamento da insulina-resistência e dislipidemia e podem resultar em ganho de peso.

Há muito tempo a associação entre a obesidade visceral e as doenças cardiovasculares emergiram como postulados médicos. Registros do século passado reconheciam a relação entre a gordura abdominal e a mortalidade. Em dados coletados pela Actuarial Society of America entre 1870 e 1899, 163.567 homens com excesso de peso, demonstram que os indivíduos muito pesados e com gordura abdominal localizada apresentavam uma taxa de mortalidade de 52% maior do que a estimativa média. Mais recentemente, observou-se uma correlação positiva entre a razão das circunferências abdominais e de quadril e uma incidência de 12 anos de infarto do miocárdio, tanto em homens como em mulheres.

A WHR (waist to hip rate) mais elevada entre homens poderia explicar estatisticamente as diferenças de sexo na incidência de 12 anos dos infartos do miocárdio. A observação de que uma alta WHR está associada com o maior desenvolvimento de placas ateroscleróticas coronarianas, conforme verificações em angiografias, fornece evidências mais diretas dos impactos adversos da adiposidade abdominal sobre a parede arterial.

Em mulheres obesas, a correlação positiva entre a razão dos gordura visceral e subcutânea, na região abdominal com a pressão arterial, independente do índice de massa corporal (IMC) sugere a existência de um efeito hipertensivo específico da acumulação de gordura visceral. A demonstração de efeitos sinergistas entre a distribuição de gordura e a hipertensão arterial sobre a mortalidade por doenças cardiovasculares, realizada em um estudo prospectivo de 15 para 20 anos com homens de meia idade, enfatiza que a hipertensão constitui uma importante complicação da obesidade abdominal.

Diversos estudos prospectivos sugerem que a insulino-resistência provoca a hipertensão arterial. Um estudo de 18 anos demonstrou um maior risco de desenvolvimento da hipertensão arterial entre as pessoas com pouca tolerância a glicose.
Sem dúvida, o excesso de peso, principalmente na região abdominal está associada a múltiplos traços aterogênicos e um acúmulo excessivo de gordura que contribui para um maior risco de doenças.
Eis os correlatos da obesidade relacionados à saúde:

1. Deterioração na função cardíaca devido a um aumento autônomo ventricular esquerdo.
2. Hipertensão e apoplexia.
3. Vários tipos de câncer (ex: uma mulher pós-menopáusica com obesidade maciça, corre um risco cinco vezes acima do normal de vir a ter um câncer do endométrio).
4. Concentrações plasmáticas anormais de lipídios e lipoproteínas.
5. Irregularidades menstruais.

De fato, a relação observada normalmente entre idade e a pressão arterial é explicada em parte, pela tendência em ganhar peso, observada com o envelhecimento.

A prática sistemática de atividades físicas pode afetar a pressão arterial de repouso, por induzir alterações na tonicidade simpática e na luz dos vasos capilares da musculatura esquelética. Contudo, a redução da pressão arterial, que pode ser obtida com a participação em programas de treinamento aeróbio, aparentemente, é modesta nos indivíduos hipertensos, mesmo que o programa de treinamento tenha promovido melhoras substâncias no VO2 máx. A pressão arterial mensurada na clínica pode ser influenciada por diversos outros fatores não relacionados ao treinamento e, portanto, a abordagem ambulatorial, passa a ser mais conclusiva. Apesar disto, os estudos sobre os efeitos do treinamento sobre a pressão arterial não tão conclusivos assim. Em dois estudos, foram registrados reduções modestas na pressão arterial diastólica em indivíduos normotensos e moderadamente hipertensos, ao passo que outros investigações não conseguiram quaisquer reduções na pressão arterial de repouso, e no período de 24 hs, de indivíduos hipertensos e normotensos, apesar de num destes estudos. Terem sido verificados melhoras no insulino-sensibilidade.

Referências bibliográficas:

1. REVISTA SPRINT. Número 102. Maio / 99.
2. KATCH. Frank & Victor. Fisiologia do Exercício. 1994. 3º edição
3. GUYTON, Arthur. Tratado de Fisiologia Médica. 1996. 9ª edição

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